Pode definir-se sono como "um período de repouso para o corpo e a mente, durante o qual a consciência está em inatividade parcial ou completa.
O sono dura em média 7-8 horas tendo início normalmente em um mesmo horário em períodos de 24 horas.
Um bom sono resulta no relaxamento físico e psíquico além de dar suporte a recuperação da saúde em caso de doenças.Sua ausência pode afetar a recuperação celular assim como a função imunitária.
Cada estágio do sono representa o estado fisiológico da pessoa no determinado momento.
O sono em si, como na figura, é classificado em NREM , que dura 4 estágios, e o sono REM (20-25% na imagem), os dois formam o Ciclo do sono e duram em média 90 minutos cada, e deste modo, o ciclo é repetido de 4-5 vezes por dia.
- Interferências ambientais;
Fatores como ruídos,luzes,temperatura ou o sono/pesadelo podem interferir no padrão do sono variando de indivíduo a outro.
-Ruídos: cria desconforto uma vez que ativa o sistema nervoso simpático cuja estimulação é responsável pelo estado de vigília.
-Luz: muitas pessoas apresentam sensibilidade a luz sendo por isso perturbadas mesmo que a luz seja de baixa intensidade.
-Temperatura: a temperatura corporal atinge seu auge ao final da tarde e principio da noite e depois vai baixando constantemente atingindo seu ponto mais baixo ao início da manha, portanto, uma diminuição /aumento deste ciclo afeta o sono.
-Sonho/Pesadelo: estão presentes na etapa final do sono e geralmente são originados conforme sua perda, provocando sensações de incomodo e o despertar,
Durante uma entrevista no programa Fantástico o médico Maurício Bagnato ex-presidente e atual secretário da Sociedade Paulista de Medicina do Sono comentou sobre os distúrbios do sono, entre eles : o ronco, a apneia, e também deu orientações de como dormir bem.Segundo ele :
Apneia : é uma parada momentânea da respiração. É muito comum quem dorme ao lado de alguém que ronca muito relatar o fato de a pessoa, de repente, parar de respirar e acordar num sobressalto. Esse susto é a resposta do sistema nervoso central diante da falta de oxigenação do cérebro, que tenta defender o organismo dessa hipoxemia.
Nem todas as pessoas que roncam têm apneia. Existe uma síndrome intermediária que distingue a pessoa que ronca muito daquelas que, além de roncarem muito, fazem pausas respiratórias (apneias). No entanto, segundo indicam estatísticas americanas, a apneia ocorre mais frequentemente nas pessoas obesas que roncam. No Brasil, não há estudos sistemáticos a respeito do assunto. Considerando-se, porém, os dados colhidos nos Estados Unidos, parece não haver discordância de que a obesidade seja um fator de risco para a fragmentação do sono provocada pelo ronco intenso que pode evoluir para apneia.
-Sinais de alerta da apneia:
Atualmente, sono e ronco são vistos sob ótica científica e merecem atenção especial as pessoas em que a apneia é menos evidente, não chegando sequer a ser notada pela família.
A faringe de todos os seres humanos relaxa um pouquinho durante o sono. O pescoço mais grosso dos homens e a falta da proteção hormonal sobre o tônus muscular com que contam as mulheres antes da menopausa, acentuam essa flacidez. Por isso, enquanto moços, os homens roncam mais. Depois da menopausa, essa vantagem feminina quase desaparece. O estudo feito em São Paulo demonstrou que, até os 40 anos, ronco e apneia são queixas típicas dos homens. Depois dessa idade, o problema atinge os dois sexos quase na mesma proporção.
Todos conhecemos pessoas que só dormem sob efeito de medicação e, assim mesmo, não têm um sono repousante, porque criam tolerância aos remédios. Migram de médico em médico em busca de alívio, mas pouco conseguem.
ORIENTAÇÕES PARA DORMIR BEM
Em vista disso, nos últimos congressos, destacou-se a importância de lidar com a parte comportamental da insônia. A tendência atual é recorrer a acompanhamentos psicológicos, pois há pessoas que dormem mal, porque são ansiosas ou depressivas. Então, basta colocarem a cabeça sobre o travesseiro, para começarem a remoer os problemas para os quais não vislumbraram solução durante o dia. Com isso, sua estrutura do sono ficou danificada e a qualidade de vida, comprometida.
Além dessa possibilidade de tratamento, existem alguns hábitos que, se desenvolvidos, podem ajudar a dormir melhor.
Primeiro: a cama foi feita para dormir e para a relação sexual, que é relaxante, sem dúvida. Muita gente, no entanto, come na cama e assiste à televisão deitado. Há quem defenda, até, que ver tevê ajuda a dormir. Não ajuda. Você pode cochilar, mas não adormece profundamente. Vez ou outra desperta e procura recompor as cenas perdidas. Quando quiser assistir a um programa na tevê, fique na sala. Se o sono chegar, vá para o quarto, apague a luz, deite e durma.
Segundo: exercícios físicos vigorosos são estimulantes. Portanto, é contraindicado praticá-los à noite.
Terceiro: refeições próximas à hora de deitar podem provocar refluxos gastroesofágicos que atrapalham o sono. Procure evitá-las antes de ir para cama.
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